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Archive for the ‘Sampa que te quero Bamba!’ Category

Fui agraciada com a seguinte imagem compartilhada no facebook:

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Foto de uma matéria do G1. Daí me pergunto o que dizer de uma pessoa que faz isso? No caso além de ser contra a internação compulsória a pessoa ainda demonstra conhecer muito pouco sobre o crack. Ele é um tolo vivendo num mundo de fantasias ou é burro mesmo? Toda a história do crack gira em torno do fato dele ser altamente viciante. Já ouvi relatos de pessoas que experimentaram e não se viciaram e até acredito que possa haver pessoas que usam o crack, mas não chegam a degradação encontrada na cracolândia. Só que quem está ali, na cracolândia, está no fundo do poço. Está viciado e entregue ao crack, então qual o objetivo de ostentar um cartaz desses? O direito do uso do crack? Aff!

Além desse protesto, semana passada rolou um vídeo também no facebook de um cidadão questionando sobre quem vai lucrar com essas internações.  Que ajudou a fazer coro com aqueles que são contra as intervenções na cracolândia. Então vou usar o meu espaço pra fazer o meu protesto. Só pra ficar claro, moro na região central tem 8 anos e passar perto da cracolândia é uma rotina pra mim. É pois ela ainda está lá mesmo que menor ou mais dispersa.

Esse pensamento de “de quem é o interesse nessas internações” é facilmente batido. O interesse é de todos que sofrem com o mal que é estar perto da cracolândia. Claro que pode haver corrupção e jogo de interesse no meio. Mas onde não há isso no Brasil? A corrupção é um mal infiltrado no país, deve ser combatido por um todo e não por conta de um acontecimento ou outro. Acho que a Copa é muito mais preocupante nesse aspecto que as internações.

Já a outra questão levantada pelo cidadão “é preciso dar saúde, educação e oportunidade”, sinceramente é muito chover no molhado. Não estou afirmando que o país não precise de mais saúde, educação e oportunidade. Claro que precisa, mas se o problema da cracolândia fosse isso todos nós que vivemos nas mesmas condições de desigualdade teríamos caído no crack. A cracolândia pra ser combatida precisa de uma ação localizada. A internação compulsória me parece a menos pior proposta até agora.

A única coisa que é inegável é que além de combater a cracolândia deveriam ter um combate forte ao tráfico, nem que fosse mais focado ao tráfico de crack. Mas como esse é um assunto que eu não entendo muito não vou me estender (não sei por exemplo onde é feito o crack se é dentro ou fora do país). Vendo por esse prisma do tráfico talvez seja de se perguntar se não estariam resolvendo o problema da forma mais fácil, mas tem o fato de que supondo que se tirasse o comércio do crack ainda assim seria necessário fazer algo com essas pessoas. Então eu continuo sendo a favor da internação compulsória

Tem 1 ano que começaram a fazer algo a respeito da cracolândia, melhorou, mas ainda está longe de resolver. Antes das primeiras ações parecia uma falha no Matrix, um espaço a parte da sociedade esquecido pelo estado e pela mídia. Por mais de 1 quadra a rua era praticamente fechada por pessoas andando em círculos, era tão amontoado que não se via o outro lado da rua. Um verdadeiro filme de terror. A tensão de passar por ali, o medo que do nada eles saíssem em disparada e atacassem quem estivesse por perto e a terrível sensação de ausência total do estado, como se ali fosse uma outra dimensão, sem lei, sem estado, sem esperança. Que Deus me perdoe, mas não são pessoas que eu vejo, são mortos vivos.

Infelizmente esse ano que se passou desde o começo das ações, não foi o suficiente para se aprender a fazer as coisas com planejamento. Quem poderia lucrar com as internações não vem tanto ao caso, mas como será o tratamento sim, pois um tratamento mal feito não vai solucionar nada. Ao invés de questionar quem lucra eu pergunto de onde a prefeitura, recém empossada tirou espaço, estrutura, médicos, etc, etc….  pra exercer essa ação. A resposta veio logo:

Carta aberta dos funcionários da CRATOD link original no facebook em resumo o texto relata que o prédio foi praticamente tomado por novos profissionais que não estavam ali antes interrompendo assim o que estava sendo desenvolvido no local. No local em questão o foco era atender aqueles que procuravam ajuda. Então se a idéia é internar quem não quer ser internado tudo não deveria ser diferente? E porque desrespeitar o trabalho que já vem sendo feito? O que São Paulo precisa é de mais vagas e mais dialogo entre os profissionais para que a solução, radical ou não, seja eficiente. Não tem no estado vagas ociosas a ponto de abrigar toda essa demanda.

Eu achei que a ação deveria ter sido planejada na administração anterior, mas pelo visto é só um novo governo querendo mostrar serviço. E enquanto isso ficamos todos sem ver uma solução. Tanto os moradores, quanto os dependentes e suas famílias.

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Ou será que eu enterrei um sonho?

Desde que comecei a me tornar uma cidadã/pessoa, tenho o sonho de ter uma casa com jardim na frente.

Só que nasci numa família extremamente desestruturada onde é próprio conceito de casa era algo confuso. As mudanças de casa eram constantes, a precariedade das construções também e isso gerava um desapego, mas não de uma forma positiva.

Mas apesar disso eu sonhava. Sonhava em ter uma casa, bem cuidada e com um jardim na frente. O jardim na frente era a representação de uma grande realização. Uma demonstração de amor para com o meu lar.

Quando eu e meu marido viemos para nossa atual casa novas possibilidades se abriram pra mim, mesmo a casa sendo de aluguel, mesmo tendo mais de 100 anos e vários problemas…

Uma das primeiras coisas que fiz foi? Um jardim na frente da casa, é claro!

Sempre lutei muito para que o jardim fosse pra frente. Muitas vezes perdi trabalho e grana por maldade alheia. Muitas foram as vezes que simplesmente pisaram no meu jardim, matando aquilo que eu fiz com tanto carinho. Muitas vezes eu simplesmente errei, coloquei plantas que não resistiram a adversidade.

Depois de muita luta meu jardim cresceu e floresceu. Até meio que por obra do acaso e do tempo já que as flores que ali estavam foram plantadas pelo vento e não por mim.

Durante um tempo eu tive a felicidade e satisfação de ter meu jardim, aquilo que eu tanto sonhava.

As flores eram pequenas e delicadas. Coloridas, tinha vermelha, amarela, rosa e mescladas.

Eis que, por incompetência da atual administração meu bairro está cheio de mendigos. O assunto é delicado e não estou animada agora para me estender nele. O que cabe dizer aqui é que o que era meu sonho passou a contribuir para essas presenças indesejadas (sem falso moralismo, por mais dó que você sinta, quem quer pessoas assim na porta de sua casa?).

E neste domingo eu tive que, com toda a dor no coração, arrancar minhas plantas e ver meu sonho se tornar um amontoado de entulho.

E o pior é que eu não tenho a menor certeza de que destruir meu jardim vai ajudar (porque resolver sei que não vai).

E de repente esse jardim virou um simbolismo da minha vida.

Eu sinto como se estivesse lutando contra o mundo e tenho medo de não ser possível ganhar.

Se o jardim ou os mendigos fossem meus únicos  problemas….

Tem coisas que prefiro não comentar, pra me preservar. Mas é ‘engraçado’ como essas coisas também se tornam analogias. Estou vendo algo que sempre soube que PODERIA acontecer, acontecendo. Existe coisas muito piores que eu acho que podem acontecer, piores do nível de você se tornar atração de jornal sensacionalista, pode ser apenas um pesadelo, mas apesar de mais ameno o outro pesadelo está se tornando realidade…

Estou meio (pra não dizer completamente) perdida, não tenho ânimo pra mais nada. Não sei se trabalho, se fico em casa cuidando da casa ou se vou passear num parque, espairecer (mas sozinha? 😦 )….

Enfim peço a Deus que refaça os cálculos do peso da minha cruz, pois não sei se tenho forças por mais muito tempo.

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elza soaresBom tem uns pares de anos que não vou mais na Parada Gay. Acho que justamente quando ela começou a se tornar muito pop pra minha antisociabilidade. Não que o orgulho da livre opção sexual não deva ser popularizado. Mas imaginar cruzar com meia dúzia de Silvios e Vesgos é algo um tanto indigesto pra mim. Os originais já deram no saco, imagine as cópias…

Mas pelo segundo ano seguido a Parada teve maior repercussão pela confusão e não pela festa. Complicado isso…. o mais estranho é que ao que parece tem dado mais confusão que o reveillon e quase se compara a comemoração de futebol.

A Elza (não a Soares isso foi só uma brincadeira) é algo comum no meio gay. A 1° vez que ouvi essa gíria foi num cartaz da Loca “Cuidado com a Elza”, então sinceramente não sei o que falar….

Não acho que o problema seja ser na Paulista, afinal seria aonde? Na 23 de maio? Me poupe!

Mas que terá que ter um investimento maior dos interessados, vai ter que ter. Enquanto isso continuarei me abstendo! Quem sabe se a do ano que vem for mais light em 2011 eu saio com a camiseta do meu irmão. Sim meu irmão era gay (faleceu tem 20 anos) e eu tenho orgulho de quem ele foi, independente da escolha sexual dele.

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Primeiro quero deixar meu protesto. Que palhaçada foi essa de fechar o metrô? Assim sem falar que se desse alguma merda com o tatuzão (algo como ocorreu lá em Pinheiros) o número de mortos e feridos seria infinitamente maior. Ok, graças a Deus deu tudo certo, mas mesmo assim parece pirraça. Justo no fds da Virada ter que reformar a estação República. Foi um grande incomodo a todos.

Outro ponto negativo fica para o Detran e a falta de informações dadas pela prefeitura sobre o desvio do trânsito e o itinerário dos ônibus. Poxa já é a 5ª edição, vão precisar de quantas para os caras aprenderem? E continuou a pataguada de palcos baixos, som que só se ouve de frente e miguelância de liberar o roteiro antes da Virada…

Fora isso, como sempre a molecada encheu o caneco. Muito xixi (acompanhado de fedor) e algumas brigas (apesar que eu não vi nenhuma).

Mas ao contrário dessa má impressão das ‘pessoas’ presenciei uma cena incrível, no meio da muvuca um camelô deixou virar o carrinho (com cerveja e vinho). Todo mundo já imaginou o pessoal fazendo a festa (creio que o dono da mercadoria pela cara que fez pensou nisso também), mas muito pelo contrário o pessoal se juntou pra ajudar!!! Nossa muito lindo. Fiquei emocionada, ainda há esperanças para o mundo!

Infelizmente vi o Violeta de Outono do telão, a orquestra da OESP não informaram que a retirada de ingressos seria na véspera e os filmes de zombie tinham uma fila que não estava disposta a enfrentar. Então só curti o Geraldo Azevedo que tocou quase todas do Grande Encontro, o Violeta foi legal, mas teria sido maravilhosos se estivesse lá dentro e o pocket show do Joelho de Porco, que tocou todas! Foi foda!

virada-luz01Mas o que achei mais lindo foi a instalação no Parque da Luz. Nossa valeu a pena a caminhada. Muito lindo, muito lindo mesmo!

Ainda peguei dois pockets shows super bacanas. Gente aquele parque já é lindo, imagine com as lâmpadas todas apagadas e a iluminação toda feita de tochas. Parecia um enorme sabath!

Meu bebê, digo marido, ficou felizão de pode tirar fotos da Luz a noite sem medo. Fiquem com as fotos e baixem os trechos das músicas do site da Cie Carabosse pra sentir como foi o clima.

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Ontem nos encontramos pra fazer uma homenagem ao Tapiruga em frente ao grafite que ele e a esposa fizeram (quando ela estava grávida)

Ontem li a matéria e vi os detalhes.

E ontem também descobri que a vida continua, para o bem e para o mal. Que não são apenas bandidos encapuzados e drogados que fazem esse mundo pior…. mas isso falarei outro dia. O Tapiruga era um cara muito bacana pra ser misturado com essa escória….

Felizmente a maioria dos presentes eram marinheiros de primeira viagem nesse barco mórbido. Muitos tinham a tola esperança de que aquela dor seria a dor de qualquer outro tipo de morte. Mas não é!

Quando deixa de ser algo que aconteceu com um desconhecido ou o primo do vizinho do seu tio a gente percebe o quanto podemos morrer a qualquer momento de forma estúpida. A máxima ‘podia ser qualquer um de nós’ deixa de ser uma tese e vira uma realidade. E uma realidade muito dolorida…

Segunda vez cara…. Mataram o Maurício no carro, quando ele parou num semáforo. Mataram o Tapiruga dentro da casa dele, enquanto ele dormia! Onde poderemos nos sentir seguros em São Paulo?

Eu vou embora daqui, assim que acabar a faculdade. Nós não vivemos em São Paulo, nós sobrevivemos!

E depois de saber que você perdeu um amigo ainda tem que se contentar com pequenas coisas que aliviariam a situação. Graças a Deus a filha dele não estava em casa. Graças a Deus mataram apenas ele e não as demais pessoas que estavam na casa. Mas infelizmente acho que vai parar por aí… não acredito muito que poderei dizer um dia “Graças a Deus os caras estão presos” e muito menos “Graças a Deus podemos dormir tranquilos”

Ps. A imagem é uma foto do grafite dele. Peguei no Flickr do Luiz. O grafite representa a família dele :). Ele acima a esposa e ao centro a criança que estava por vir.

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Soninha é hostilizada por colegas na Câmara

Isso tudo porque ela declarou ao Grupo Estado que os vereadores aprovam os projetos em troca de favores ou propinas.

E quem não sabe disso??!!! 😮

Eles ainda tem a cara de pau de ficarem ‘revoltados’ e quererem tirar satisfação?

Puta merda peroba neles! Não o óleo, um bastão de peroba na cabeça desses fdp!!!!!

É Relaxa e Goza! Com a cidade limpa do Ka$$Ab!

E eu ainda não sei em que vereador votar….. PV nem morta. Oh partido de Vereadores profissionais e não me importa que eles fizeram meia dúzia de leis em pró dos cães e gatos.

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