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Archive for the ‘Muralha de Vidro’ Category

Young Woman with Umbrella in SunshineHoje foi mais um dia na minha luta em busca de tratamento/terapia. Na verdade a minha busca não é busca-avançada justamente porque um dos aspectos do meu problema é o não saber lidar com a rejeição. Então muitas vezes eu evito tentar pra não ter que passar pela decepção de não conseguir.

No caso da busca por uma solução cada alternativa é uma esperança e cada esperança que morre parece que é um pedaço da minha sanidade/saúde/vida que se vai. As alternativas que conheço são: posto saúde, faculdades, entidades filantrópicas, amigos, caps, fazer uma ‘auto-terapia’, tudo isso eu já tentei, agora me resta o HC em um dos seus trocentos ambulatórios psiquiátricos achar um que se encaixe em mim e daí rezar pra conseguir uma vaga. Consegui um nome e uma data pra a partir daí tentar todo o processo.

Se não der certo é torcer para ter lembrado de deixar lenço de papel a mão e para conseguir segurar pra desabar num local menos fechado e exposto que o HC. Depois re-hidratar, juntar os cacos e  re-tentar todas as alternativas outra vez, até alguma dar certo ou acabar motivo pra buscar ajuda. Pagar? Sabe quando você se encontra num ciclo vicioso? Preciso melhorar pra poder trabalhar, preciso trabalhar pra poder pagar, pra poder melhorar…. Então vamos na luta descartando uma

possibilidade irreal…. Vamos a luta, mesmo que seja a passos lentos.

Mas porque doí tanto? Muitas pessoas devem se perguntar. A resposta não é simples. Parte é um desiquilíbrio da química cerebral, parte vem da minha história de vida que não é das mais bacanas (mesmo não sendo das mais terríveis) e parte vem do mundo. Do mundo? É do mundo!

– Ontem do nada uma antiga e distante amiga me bloqueou no twitter, não sei o que eu fiz pra ela, não sei se a ofendi, não sei se ela foi falsa na última vez que me viu, não sei se ela por ser ‘famosa’ no twitter se sentiu incomodada com uma postura de amiga e não de fã. Eu não sei se foi loucura ou se foi maldade. E essa dúvida me corroí.

– Hoje no HC estava caminhando em direção ao prédio de psiquiatria, mas não conhecia o lugar e perguntei pra um funcionário que vinha daquela direção, ele disse que eu estava na quadra errada, por sorte desconfiei e pedi informação pra outra pessoa. Eu não sei se ele é muito burro, se ele confundiu os lugares ou se me sacaneou de propósito (e sem propósito, afinal o que ele ganha com isso?). E essa dúvida me corroí.

– Acabo de ouvir minha mãe chorar, ela é uma pessoa muito limitada e não consegue dialogar. Por conta dessa falta de dialogo o que é complicado vira uma novela e passo por isso todos os dias, já que me enfiei num buraco, perdi tudo e tive que voltar a morar com ela. Eu não consigo lidar com a burrice dela, não sei o que fazer pra contornar isso, pra fazer com que ela me esculte ou pelo menos fale as coisas sem gritar, ofender, machucar e simplesmente ‘resolver’ tudo da pior maneira possível. E essa dúvida me corroí.

– Infelizmente minha mãe não é a única pessoa burra com quem convivo. Tenho várias pessoas ‘limitadas’ perto de mim, direta ou indiretamente. E a burrice dessas pessoas torna a minha vida mais difícil, seja o atendente de telemarketing/recepcionista que demora meia hora pra entender o que eu quero que ele faça ou o idiota que ‘acordou’, pintou a cara e entoou “Sou brasileiro com muito orgulho”, nas ruas um mês atrás, mas que não entende a diferença entre  posições políticas e partidos políticos… Eu não entendo porque as pessoas tem tanta dificuldade/preguiça/falta de capacidade em pensar. E essa dúvida me corroí.

E tem a maldade. “Eu vejo gente má o tempo todo”. A maldade é tanta no mundo que ela grita o tempo todo em meus ouvidos e por mais que eu tente abafar os gritos da maldade eles são mais alto…

A maldade está em cada pessoa que passou pela minha vida e fez questão de me machucar. Está no meu pai, até sua raiz de cabelo. Está em todos os babacas pelos quais eu tenho me sujeitado a ficar em troca de migalhas. Está nos fdps pelos quais eu me dediquei e que nada me deram em troca, nem amor (amigos, namorados, maridos). Está em cada pessoa que eu estendi a mão e recebi a ingratidão. Está em cada hipócrita que nunca foi nada meu, que não sabe quase nada sobre mim mas se sente no direito de me julgar. Está em cada fdp pra quem eu nunca fiz nada de mal, mas ele regozija diante das minhas dores.

A maldade está na sociedade. Está no casamento falido, no carro do ano daqueles que se preocupa mais com status e aparências do que com sentimentos. Está no abandono e maus tratos aos animais. Está nas filas dos hospitais. Está no caos do trânsito. Está no cinza do céu de São paulo. Está no rosto da criança que pede dinheiro no semáforo. Está num pai que atira sua filha de um prédio classe média por capricho da sua nova esposa e no que atira seu filho contra parede da favela apenas porque o choro o incomodou. Está nos dois lados da arma daqueles que transformam vidas em estatísticas. Está em cada segundo de cada ato de terror de um estuprador e de um pedófilo. Está no estado que não é capaz de nos proteger desses lixos. Está na TV que se preocupa mais com seu ibope do que se está pondo vidas em risco com suas coberturas ao vivo e que passa cenas de mortes violentas como se fosse algo natural. Está até em pequenos atos do cidadão comum que acha que jogar papel no chão, ocupar vaga reservada pra cadeirante, ser falso, ser grosseiro, ser fofoqueiro…. são coisas que não vão prejudicar ninguém.

A MALDADE ESTÁ NO ESTADO. NAS IGREJAS. NA MÍDIA. NA MORAL NOS BONS COSTUMES. NO PRECONCEITO. NO LIVRE COMERCIO. NO MERCADO FINANCEIRO. NAS PRISÕES. ESTÁ EM MIM E ESTÁ EM VOCÊ!

O medo, a dor, a mágoa e o rancor ocupam um espaço muito grande dentro de mim. É tão grande que parece que é maior e mais forte do que eu mesma. Além de todas as dúvidas e dores que carrego dentro de mim, pensar no sofrimento que toda essa maldade causa no mundo: em todas as crianças, em todas as pessoas, em todos animais, em todas as árvores, em tudo que tem vida e até mesmo nas pedras sem vida mas que fazem parte desse mundo que deveria ser bonito… São tantas guerras, tantas injustiças, tanto egoismo, tanto lixo… É tanta angústia que as vezes parece que eu sinto o sangue daqueles que sofrem, como se todas as ruas estivessem pintadas de vermelho e o cheiro do seu medo e da sua dor se misturasse no ar,  e como se nada, nada pudesse aplacar essa dor, pois por mais que eu lute eu não vou conseguir diminuir a dor no mundo, já que não consigo nem mesmo diminuir minha própria dor…

Então eu me fecho no meu casulo e me cerco da arte uma das poucas coisas que entende essa dor e que ao mesmo tempo alivia.

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Ano passado planejei escrever sobre completar 1 ano solteira, acabei deixando pra lá e eis me aqui passando pelo 2º ano. Melhor eu escrever pra ver se não chego ao 3° ano :O


Comemorar ou lamentar? Sendo franca nenhum dos dois. Separar sempre é doloroso, eu amava muito meu ex marido e apesar dele ter me decepcionado após a separação, não posso dizer que ele seja má pessoa. Ele é uma pessoa maravilhosa, mas nós não combinamos. Não sei ele, mas eu insisti no relacionamento por amor, então no começo foi muito difícil pra mim. E eu que pensava que ia sair ficando com todo mundo, me fechei na minha concha por muito tempo. Mas, por outro lado, não posso negar que estou melhor hoje do que quando estava casada sempre em crises.

Com a vida entendi que muitas vezes a convivência não prospera simplesmente por uma não combinação e não por um desvio de caráter ou erro grave. Erros todos cometemos quando existe relacionamento, convivência e responsabilidades que envolvem a administração de uma casa, finanças etc isso aumenta. Meu ex errou muito nessa parte. O que não é a pior coisa do mundo, mas que me faz pensar muito antes de me aproximar de um novo pretendente.

Não estou disposta a ficar com alguém com quem eu me sinta sozinha na vida, namorar é muito bom, mas a vida não se faz apenas de sexo, diversão e carinho. Existe uma porção de coisas cotidianas e chatas como ir ao mercado, consertar coisas, planejar finanças, que se forem pra eu fazer sozinha que eu fique só! Companhia para ver filmes é sempre bom, mas quero alguém que venha me amparar quando sentir que vou cair e que me auxilia nos problemas cotidianos pra que eu não chegue tão perto dos meus limites.

E hoje em dia parece que poucas são as pessoas dispostas a viver uma vida a dois. Poucos querem o “você me ajuda eu te ajudo” as pessoas preferem mais o “cada um por si” ou “você me ajuda e eu fico muito agradecido”.

Não que eu tenha me interessado por ninguém nesse tempo todo, na verdade cheguei a quase me apaixonar 3 vezes, coincidência ou não um usa nome de deus indiano e os outros dois de deuses egípcios (acho melhor fugir dos deuses). E como estou escrevendo isso então não preciso dizer que não tive sucesso com nenhum dos 3….

Já me perguntei “o que estou fazendo de errado” para estar a tanto tempo solteira, mas percebi que diversas amigas minhas também se encontram na mesma. Ok sou uma pessoa difícil de conviver, cheia de problemas e traumas. Preciso de um cara que tenha pulso firme pra segurar a barra das minhas crises, mas que não seja estúpido comigo o que acabaria por me causar novas crises. Mas sei que tudo isso só aumenta as dificuldades pelas quais muitos passam.

Alguns amigos me dizem pra sair mais e até sei que eles estão certos, mas de certa forma não quero basear minha vida na busca por uma ‘alma gêmea’, mesmo porque nem acredito mais nisso. Gostaria muito de ter uma pessoa em minha vida que construisse algo junto comigo (família e propriedade sim, sem hipocrisias), mas não posso esperar aparecer alguém pra correr atrás da vida.

Vou vivendo, se aparecer um louco no meio do caminho que tope entrar nessa batalha comigo, estamos aí! Se só aparecer alguém quando já tiver me estabilizado financeira e sentimentalmente paciência… E se não aparecer ninguém… bem eu penso em ter um filho, mas não quero ter um filho sem pai…. nem arriscar ter um filho num relacionamento recente… tendo 35 anos isso assusta um pouco, mas na pior das hipóteses existe o caminho da adoção, fora a chance de arrumar um ‘pacote completo’.

Por ironia do destino terminei meu casamento uma semana antes do dia dos namorados. Creio que eu não tenha quem presentear semana que vem (a não ser que caia algo do céu), mas quem sabe aparece alguém, enquanto não aparece vou vivendo e me divertindo, além de deixar de ser solteira ser algo que não depende apenas de mim meus objetivos agora são outros.

Ps Para as línguas venenosas de plantão, estou solteira sim, mas isso não significa que não me divirta, se é que me entendem….  :p

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As vezes é preciso chegar perto de um colapso nervoso pra perceber a merda que você está fazendo com a sua vida….

Desde que me separei entrei num ritmo de “Curtindo a Vida Adoidado” e o que obtive em troca foi virar a ‘tia da escola’ e uma porção de dívidas.

Hoje fiquei há segundos de um colapso nervoso… Tudo isso porque fui ser boazinha demais com os outros. Emprestando a minha casa pro povo se divertir, dando mil chances pra pessoas que já deviam ter sido eliminadas da minha vida há tempos e tentando separar briga de criança. E enquanto eu estou surtando querendo por um basta nisso ambos os lados estão achando tudo uma grande festa…

Então depois desse sacode da vida agora eu realmente vou dar um basta. Se eu surtar e fizer uma merda ninguém vai segurar a minha onda…

Basta de ceder minha casa pro povo causar (até um mês depois da festa). Estou me sentindo a professora da escola que deixa a classe toda de castigo por conta do mau comportamento de meia dúzia, mas talvez seja isso mesmo que está acontecendo…

Basta de dar terceira, quarta, quinta, … quadragésima chance...  Mancou 1x eu chego e converso, mancou a 2º descartado da minha vida. “Ui ela vai me bloquear” sim vou e se isso pra você não significa nada então só tenho mais motivos pra fazer isso.

Basta de alimentar moinhos de vento com discussões que não vão me levar a lugar algum.. Passou a hora de eu aprender a usar os benefícios da tecnologia ao meu favor. Se delete, ignore e block existem, então vamos usa-los e foda-se se o tamanho dessa lista. Ela será do tamanho que for preciso…

Vou permanecer (ao menos por enquanto) no Facebook, pois é uma ferramenta de comunicação. Mas não quero mais saber de stress vindo dele na minha vida.

Chega de falsidade!
Chega de brigas!
Vai bater? Bate logo… Vai chamar a polícia? Chama logo….

Meu aluguel vence segunda e ninguém do facebook que vai pagar

Querem um conselho? O que aconteceu foi chato, mas ficar revirando isso não vai levar em nada. Bola pra frente pessoal. Todos vocês!

Se for pra perder meu tempo, de hoje em diante, vou perder vendo um filme, lendo um livro ou matéria, conhecendo banda, escrevendo nos blogs… e se for pra fazer algo que não vai acrescentar nada na minha vida tenho os sites de humor, o paciência spider e o tetris. Acho que está de bom tamanho!

Muita Luz! Pra todos nós, em especial a TODOS OS ENVOLVIDOS nessa briga sem sentido, razão ou porque, dá qual eu não quero mais ouvir falar….

Ps vendo uma churrasqueira kakakakakakakakakkaakakakakka

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Acordar e ver que seu ex, que você tem tentado evitar, estava onde era pra você estar….. não tem preço….

A cerca de um mês atrás eu tive um surto, daqueles que dou graças a Deus por sobreviver a ele. Surtos geralmente não são causados por um único motivo é mais comum um acumulo de fatores + um fator mais forte + um estopim e bum! Sua cabeça explode por dentro jogando sentimentos que estavam guardados pra tudo que é lado….

É como uma avalanche ou tsunami que vai arrancando as coisas dos lugares onde estavam guardados…. arrancando arvores pela raiz, abrindo feridas, expondo o que estava escondido.

Motivos? Vários, o que posso falar: financeiro, estar solteira há mais de um ano sem nenhuma perspectiva de uma pessoa legal que esteja realmente disposta a estar do meu lado, problemas de família que parecem zumbis sempre retornando a vida, estar insatisfeita com meu corpo e uma dificuldade extrema de conseguir me concentrar e começar a resolver (na medida do possível) o meu zilhão de problemas.

Um fator mais forte: meu ex ter me bloqueado no Facebook depois de mais de um ano separados e eu não saber a razão, sendo que o perfil dele é todo bloqueado e mesmo depois de brigas homéricas ele não tinha feito isso. O que despertou vários sentimentos paranóicos do “porque” ele fez isso, que imaginava ser um suposto ciúmes ou ao contrário um ódio desencadeado por algum fator, provavelmente alguma fofoca.

O estopim: sair do Enem feliz por ter ido bem e triste por lembrar que eu consegui perder uma bolsa integral da faculdade Belas Artes em grandes partes pelas crises do meu casamento, que culminaram num episódio que me fez ficar 15 dias seguidos sem aparecer nas aulas… Mesmo assim ir pra balada comemorar… Dar de cara com ele….

Lembrando que minha separação se deu numa crise, imagine meu auto controle nesse momento… nenhum. Procurei apoio nos amigos, mas julgo muito mal quem merece minha amizade (mas depois me vingo lindamente e esse tomou uma vingança merecida). Uma coisa foi juntando na outra e meu ser fez “bum”. Pedaços de mim voando pra todos os lados, lágrimas, gritos, fragilidade x agressividade… demorei alguns dias pra ficar em condições de sair na rua… e saindo e passando na porta da mesma balada eu descubro o motivo dele ter me bloqueado (ao menos eu acredito que tenha sido isso mesmo ele negando que foi isso) ele estar ficando com uma colega minha… Nesse momento não sabia se sentia mais dor ou raiva!

Raiva por ver que sofri tanto por algo tão tolo e dor por isso ser pra mim uma comprovação de que ele não tem nenhuma pretensão a falar comigo um dia…

Essa é uma das coisas mais duras pra mim, ter passado 6 anos com uma pessoa, ter amado tanto, imaginar que ele seria o pai do meu filho…. e hoje a gente sequer fala oi um pro outro. Algo que eu nunca esperava dele que é o “Senhor Gente Boa” e como eu sou “A Louca” todo mundo acha que a gente não se fala apenas por escolha minha. Mesmo porque ele não assume que não quer falar comigo, como não quis assumir que me bloqueou por conta da garota ou que ficou com uma amiga minha apenas por vingança…

Como ele é incapaz de assumir qualquer coisa dessas, é tudo paranóia da minha cabeça, ele desfez o bloqueio, então eu aproveitei e fiz o que eu devia ter feito há muito tempo e não fiz por guardar uma tola esperança de um dia ele vir falar comigo que fosse pra retomar a amizade e o respeito mútuo, como sei que isso não vai acontecer dessa vez eu que bloqueei ele e ficará assim provavelmente até o facebook deixar de existir….

E assim meu coração e alma que é por natureza frágil e castigado pela vida, vai ficando mais indefeso, tentando superar o medo de novamente amar tanto e conviver tanto e se surpreender de maneira ruim com as atitudes da pessoa após o termino….

Eu acreditava que seriamos amigos pro resto da vida, não tinha certeza de que permaneceríamos casados pra sempre, mas me imaginava gravando filmes e séries em 2 cópias, uma minha e outra dele. E talvez até ir na casa dele fazer uma limpeza e ele vir na minha dar um jeito no micro…

Nunca pensei que trocaria a chave de casa, nunca pensei que iria evitar de sair pra não encontra-lo, nunca pensei que deixaria de entregar as coisas dele por não aguentar mais tanto desprezo… dizer que o respeito e consideração a mim devidos eram os móveis deixados na casa… manter amizade com pessoas que me machucaram apenas pra me machucar… chegar e sair da balada sem me dar um oi que fosse…. e tudo isso sem ter a coragem de admitir o que está fazendo…

Pra tentar superar a crise prometi 3 coisas entre elas ficar off do facebook por 3 meses… acabei descumprindo, vai ver por isso fui ‘trollada’ pelo face… mas agora acho que vou cumprir os 2 meses restantes e torcer pra ele ao menos cumprir a palavra dele de não ir num evento sexta que é importante pra mim. Parar de sair um pouco pra onde sei que posso encontra-lo e quem sabe até ter o bônus de conhecer gente nova, novas possibilidades, novos sentimentos ou ao menos novas amizades.

E lá vamos nós….

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Minha vida toda ouvi que não devia esperar arrumar alguém numa balada. Acho isso injusto, pois se ninguém presta na balada então eu também não presto.

 

Quase todos meus namorados e rolos eu conheci nas baladas. Sou gótica e isso me leva a querer alguém que também seja, ou que pelo menos goste bastante, que me acompanhe nas festas, que debata comigo os problemas da cena, que ame a música a ponto de que uma simples canção o faça mudar de humor.

 

As vezes me pergunto se tivesse que escolher entre música e cultura geral o que escolheria. Um cara que entenderia a piada dos Homens que dizem Ni ou do Zóio de Vidro? Na verdade eu queria alguém que soubesse o sentido de ambas piadas e no fundo isso me dá um profundo medo de continuar sozinha.

 

Estou há tanto tempo inserida nesse meio gótico que conheço pelo menos uns 70% das pessoas do meio, em especial as que tem mais de 10 anos de mundinho. O que me dá 4 opções caras mais novos, amigos e/ou colegas, esperar cair do céu um cara que seja do meio, seja maduro, seja legal, mas que nunca vi na vida ou procurar fora do meio.

 

Fora do meio, todas as vezes que tentei quebrei a cara feio. Vivemos numa sociedade muito machista e eu sou muito idealista e libertária o que me afasta da maioria dos caras ditos ‘normais’.

 

Esperar que eu conheça alguém nesse meio que tenha a minha idade é meio como esperar por um príncipe encantado num cavalo branco. Não vou dizer que isso não tem como acontecer. Mas é como esperar conhecer um tipo idealizado. E não tenho mais idade pra isso, mesmo as vezes me imaginar com aquele cara que é bonito, inteligente, bom de cama, companheiro, engraçado e ainda por cima dança flamenco.

 

Então sendo realista tenho ficado mais nas outras duas opções, mais novos ou já conhecidos. Mas até agora necas… Os mais novos me deixam na nóia de ‘sou mais velha, estou acima do peso’ e o único ‘amigo’ por quem me interessei me acha amiga demais. Engraçado é que eu sempre tive uma queda por ele e acreditava ser recíproco. E na realidade a gente é (ou era sei lá) mais colega que amigo.

 

Sabe aquela pessoa que você conhece há anos, mas você não sabe nada sobre ela? E viver essa nova experiência com aroma nostálgico estava sendo bastante interessante. Estava retomando gostos que não sentia há muitos anos.

 

Mas percebi que talvez os problemas dos relacionamentos humanos estejam muito mais ligados a medo e egoísmo do que a maturidade e cultura. É como se vivêssemos num mundo tão cão que é cada um por si. E o medo de ter medo das pessoas me dá tanto medo que parece que vou perder as forças de continuar remando contra a maré.

 

Eu não tenho medo de sofrer, acho que nunca tive. Talvez por isso é tão difícil pra mim entender o porque uma pessoa se fecha de tal maneira que sequer tenta uma nova possibilidade, mesmo sendo com uma ‘velha amiga’.

Estou meio cansada de dar murro em ponta de faca. Então C’est la vie

E que eu tenha mais sorte no próximo…..

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 Aproveitando o embalo de desopilação de fígado que me deu recentemente resolvi aproveitar e expor publicamente a minha versão dos fatos. Muita gente que me conhece já ouviu falar dessa história, afinal surtar em público não é algo discreto, ainda mais quando isso culmina no fim de um casamento de 6 anos, na frente de amigos, colegas, conhecidos e desafetos… mas esse texto é apenas sobre o bafon e não sobre a minha separação. Pois são assuntos muito diferentes.

Como começar? Bem, eu conheço o Charles tem alguns anos e por sermos duas pessoas de temperamento forte já rolou algum stress no passado, mas nem me recordo como foi. O Bacana organizou a excursão de Sampa para o Woodgothic e colocou o Charles como responsável pelo 2º ônibus. Não sei (nem me interesso saber) se ele foi pago ou se foi uma troca de favores, sei que as pessoas que ali estavam pagaram um preço justo pra estar ali.

Sobre minhas conversas com o Charles antes da briga. Gosto desse embate de idéias que por vezes parece mais uma briga que um debate, então toda a conversa que eu tive com o Charles antes da parada do bus foi uma conversa entre amigos. Por mais que por vezes não parecesse. Eu admiro pessoas que tem coragem de defender seus ideais. Pena que eu não sabia que a coragem dele não ia muito além disso.

Acho que viajar, por mais que a gente tente descontrair, é sempre algo estressante. Banheiro de ônibus é meio urgh e o tempo na estrada vai cansando. Então sempre Tento relevar as coisas, mas meu pavio não é dos maiores ainda mais que estava meio eufórica com a maravilhosa noite que tinha sido a anterior.

O primeiro embate: a viagem saiu com atraso de uma hora ou mais, teve um acidente na estrada que atrasou mais uma hora a viagem. As pessoas queriam que fosse antecipado o local planejado para a parada. Devem ter falado com ele sem sucesso, pois vieram me pedir para falar com ele de novo. A pessoa que me pediu era de um casal muito simpático que havia levado o filho deles de 6 meses, então tínhamos um bebê no ônibus, o que não foi problema pra ninguém, pois ele era um docinho de calmo.

Meu 1º argumento para antecipar a parada foi o cansaço de todos e o fato de ter um bebê no ônibus. A resposta do Charles foi “não é problema meu se tem um bebê no ônibus” em tom suficientemente alto para que o casal escutasse. Vamos por parte, quem era mesmo o responsável pelo ônibus e representante do Bacana ali naquele momento? Não sei qual foi o acerto do casal com o Bacana, mas sei que eles conversaram sobre a criança. Então a vontade que me deu foi de responder “tem certeza de que não é problema seu?”, mas tentando fazer com que a viagem fosse o mais tranqüila possível a todos apenas joguei o 2º argumento e lembrei dos atrasos, convencendo ele assim a ir falar com o motorista.

Como pra mim estava tudo tranqüilo fui para o fundo e fiquei batendo papo com outro amigo meu, nessas parece que rolou outros stress com o Charles, mas não tenho certeza. O que sei é que o bus parou, como estava no fundo fui uma das últimas a sair. Estávamos eu, K e Alfredo saindo quando eu parei pra pegar minha bolsa e eles seguiram ao restaurante. Foi quando me dei conta de que era a única pessoa consciente dentro (ou perto) do bus.

Todo mundo, incluindo o Charles que era o responsável pelo bus, tinha ido para o restaurante ficando no bus eu e uns 3 capotados. E eu, que estava num estado eufórico, fiquei sem saber o que fazer: saio rápido a procura de alguém? Fico aqui esperando alguém aparecer? Por conta da alteração que a euforia me causou e a vontade de fazer xixi acabei optando pela pior escolha e sai correndo em busca de alguém. A 1ª pessoa que encontrei foi o naquele momento meu marido que correu ao ônibus e concordou por várias vezes comigo que o Charles tinha sido irresponsável e que haviam pessoas ao redor ‘estranhas’.

Logo em seguida encontro o Charles e digo “poxa todo mundo desceu do ônibus e deixaram o ônibus sozinho, você pode ir lá que eu só vou no banheiro e comprar algo e vou lá pra ti”. Eu não xinguei, não acusei e não gritei (posso ter falado de maneira aguda por conta da euforia, mas não gritei).

No banheiro eu escutei uns gritos do Charles com a esposa dele, mas meu xixi me esperava (e em briga de marido e mulher ninguém mete a colher).

Ao chegar no salão do restaurante encontro o Charles aos berros com o motorista que estava almoçando, por não achar isso correto ou necessário eu gritei de onde estava “Charles pega leve” quando ele passou a falar (ou eu passei a prestar atenção no que ele dizia) “o senhor pode ir fechar o ônibus pois a Ophra (em minha referência) mandou”.

Como eu disse tenho o pavio curto e não pestanejei respondi na lata: “Como é que é? Você está errado é ainda sai gritando com as pessoas? Vai se fuder seu folgado do caralho”

Charles: “Você vai voltar a pé depois dessa”

Minha resposta “Vou voltar a pé o caralho eu paguei por essa merda”

Aqui se faz necessário 2 adendos:

Adendo 1: para algumas pessoas a partir do momento que eu xinguei eu perdi a razão. Eu concordo em partes. 1º que eu sou assim, bateu levou, na hora que é pra ser mais prático. Sei que opinião é igual bunda, mas não vejo uma diferença assim tão grande em ofender as pessoas na base da humilhação e do palavrão. Mas reconheço que se ele viesse posteriormente se desculpar caberia a mim retribuir com outro pedido de desculpas.

Adendo 2: pra quem ainda não sabe eu sofro de transtornos de humor (distimia). Ou como sempre tentam me atingir sou “louca”. Buenas, na verdade muito me alegra ver que o maior defeito que as pessoas apontam para a minha pessoa é a minha loucura, algo que posso tratar e controlar e ser uma pessoa melhor. Num mundo com um egoísmo tão desenfreado, onde parece que as pessoas só se preocupam com o problema ‘delas’ e os demais que se fodam, que bom saber que meu maior defeito é ser louca. E mesmo com toda a minha loucura eu sou uma pessoa integra e que penso no todo e não apenas em mim.

Esse foi um dos motivos de eu ter ficado tão aflita por conta de abandonar o ônibus. Tive medo que algo acontecesse, fosse roubada uma bolsa ou mesmo o ônibus (ok isso foi fruto da minha neurose e desconhecimento sobre como se liga um ônibus, mea culpa).

Como disse, a minha ‘loucura’ pode ser tratada e controlada e para isso sou medicada com fluoxetina (o famoso prozac) tem alguns anos. Mas por esquecimento + imprudência + correria da viagem fiquei 2 dias antes de ir sem tomar medicação e esqueci/perdi os comprimidos que separei para levar. Totalizando 5 dias sem medicação.

Algumas pessoas cogitaram que eu teria feito isso de caso pensado, mas não dá pra prever qual o efeito de ficar tantos dias sem a medicação. Poderia ser um surto de choro e/ou agressividade, uma queda de pressão brusca com direito a taquicardia, desmaio, espasmos, uma dor de cabeça muito forte, um distúrbio no sono. Ou nada… não da pra saber. Então de maneira nenhuma fiz isso de propósito, não costumo beber e isso nunca foi um problema pra mim. Além de já ter bebido anteriormente (o posteriormente abafa ok) sem nenhum dano. A fluoxetina não é algo assim tão forte. Não dá pra ficar ‘doidão’ tomando a quantidade recomendada pelo médico com um pouco de álcool. Então posso ter sido distraída, atrapalhada e até imprudente por não ter verificado, mas em momento alguns (exceto na noite anterior a viagem pois queria acordar cedo) deixei de tomar a medicação de caso pensado.

Esse adendo é necessário pelo seguinte. Após o bate boca no restaurante eu surtei, sim é verdade, não foi maldade, isso realmente aconteceu, eu surtei em público e de maneira grave. Não me envergonho nem me orgulho do que aconteceu. Pra mim ter um transtorno de humor é ter uma doença como outra qualquer. Surtar daquele jeito mediante meu quadro clínico foi como se eu tivesse tido uma crise de asma ou diabetes. Eu não escolhi ter esse descontrole emocional e por mais que eu tenha sido imprudente por ter esquecido a medicação, que atire a primeira pedra quem nunca fez nada parecido.

Uma das principais características da minha distimia são crises de choro. Um choro sem um motivo condizente (as vezes sem motivo nenhum), que perdura, que traz pensamentos destrutivos, agressivos e suicidas. E assim eu entrei no ônibus (sem ter comido ou bebido nada na parada) me joguei num banco mais ao fundo e chorei. Isso aconteceu cerca de 16h chegamos em São Paulo as 20h e continuei chorando até as 3 da manhã quando capotei de cansaço.

Bom como disse no meio dessa crise acabei me separando, mas isso é outra história. Se eu estivesse com a minha medicação em dia teria xingado o Charles do mesmo jeito, isso faz parte da minha personalidade, não é nenhum transtorno (apesar de transtornar muita gente), dificilmente levo desaforo pra casa, ainda mais de um cara que estava errado. A diferença é que depois de mandar ele se foder (acho que mandei tomar no cu também) eu teria comprado uma Pepsi, uma barra de chocolate e dali uns 30 minutos estaria calma novamente conversando normal com todo mundo, menos com ele é óbvio.

Tenho plena consciência de que o que o Charles fez não justifica a minha reação. Fui muito além do que a situação pedia. Mas eu me pergunto, o que custava pra ele num ato de amizade, camaradagem, caridade e humanismo. Ao me ver aos prantos descontroladamente, ir lá me pedir desculpas e me dar um abraço?

É mas meu surto não era problema dele… deve ter sido isso….

E sabe o que foi pior? Depois de pagar esse mico (pois doença ou não, foi maior mico) e findar um casamento (que já estava em crise, só pra constar). Eu além de louca já fui chamada de ladra e mentirosa por conta dessa história…

Foi roubada uma câmera digital dentro do ônibus e a pessoa lesada um dia me mandou um email meigo dizendo “não quero receber spam de uma ladra de câmera digital”. Ehh beleza como é a vida.. eu me fodo pelo bem de todos e ainda me acusam de ter dado a Elza… Como o bus ficou vazio por uns dois ou três minutos não dá pra saber se foi furtado na parada ou não. Eles me acusaram por eu ter ficado sozinha dentro do ônibus, o que é uma grande injustiça, pois além de um dos lesados conhecer o meu então marido e saber que vivíamos um nível financeiro apertado pero não miserável. Chorei o tempo todo, não teria nem condições de sequer pensar de fazer uma coisa dessas. Além do mais se eu quisesse furtar alguém era só pegar de boa e descer do ônibus pianinha, pra que alguém brigaria pela segurança dos pertences que estavam no ônibus e depois furtaria os colegas?

E o Charles mostrou que além de folgado é duplamente covarde, tanto por ter gritado com mulheres e com uma pessoa que estava subordinada a ele, quanto por não ter culhões de assumir o ato. Primeiramente disse que estava brincando, como se gritar com alguém que você nem conhece enquanto essa pessoa está fazendo a refeição dela, pudesse ser colocado como brincadeira. E depois resolveu dizer que não gritou com ninguém. O que além se contradizer (ueh ele não ‘brincou’ com ninguém então?). Me coloca como mentirosa, pois apesar de ter muitas testemunhas no local a maioria ficou sem entender o que estava acontecendo, e meu primeiro contato foi apenas com ele, então é a minha palavra contra a dele.

Ou seja:

Tu não é homem rapá!

Além de ter feito a merda não tem culhão de assumir? Mas eu tenho sim!!! Te xinguei e xingo de novo e se me der na venetta xingo pessoalmente quando te encontrar. Tu é folgado, covarde e mentiroso! A soma pra mim resulta em filho da puta.

Um dia, seu filho da puta, tu vai gritar com alguém que como eu não leva desaforo pra casa, mas ao contrário de mim vai ter tamanho pra enfiar a mão nas tuas fuças. Nesse dia saiba que um dos socos vai ser em minha homenagem.

[bate boca virtual mode off] Eu disse que se me der na venetta falo isso na cara dele, mas pedi pra ele me ignorar caso me encontre pessoalmente. Não por medo, mas por respeito aos amigos em comum prefiro apenas deixar essa merda clara (mas se ele quiser acertar pessoalmente estamos aí, apenas lamento ter que me reter ao confronto verbal…)

Pra quem questionar o porque eu estou falando disso agora. Mesmo tendo passado tanto tempo, 10 meses, esse assunto ainda me incomoda. Como está diretamente ligado a minha separação e apenas agora estou conseguindo lidar melhor com isso, somado a onda de limpeza e revolts que me deu essa semana + o show do Opera logo mais a noite onde se por um lado irei ver alguns personagens dessa história, por outro estarei entre amigos que me aceitam e respeitam como eu sou e vou me divertir pra caralho me incentivando a enterrar esse assunto. (sim isso não é um blog de notícias, é um blog pessoal, muitas vezes o que eu escrevo aqui serve de terapia).

E pra ficar claro. Minhas críticas ao Wood nada tiveram haver com isso foram assuntos diferente. Em relação ao Bacana (que era o organizador da excursão), infelizmente a posição dele foi acreditar na palavra do Charles, hoje eu falo normalmente com o Bacana, mas quando soube que ele acreditou que o fdp não gritou com ninguém, isso me chateou bastante. Por vários motivos (não sei se essa briga foi um deles) o Bacana decidiu não fazer a excursão deste ano para o Wood. Eu espero que apesar de tudo quando surgirem outras ocasiões o Bacana volte com suas excursões trevosas, mas que escolha melhor quem ficará representando ele, que procure alguém que tenha mais caráter e educação.

E para ficar mais claro ainda, minha intenção com esse texto é expor meu lado da história. O Charles tem o dele (os dele na verdade). A única pessoa que pedi para se afastar dele foi o Sergio, que era meu marido e não fez nada num momento tão difícil. E o fato dele ter se recusado a manter distância do Charles (nunca esperei e muito menos pedi para ele agredi-lo ou trata-lo mal, apenas pra manter distância) é o principal motivo de não nos falarmos mais nos dias de hoje. PORÉM ESSE PEDIDO FOI APENAS AO SERGIO. Nunca pedi, nem esperei, nem espero que as pessoas se afastem do Charles por minha causa. Não quero ninguém defendendo ele na minha frente, mas não preciso que ninguém vire a cara pra ele por minha causa. Mesmo porque existe amizade e coleguismo e quem sabe, por mais que ele não tenha pedido desculpas pra mim, quem sabe ele não deu uma revisada nos conceitos e procurou ser uma pessoa melhor. Vai saber… eu só quero distância.

E já que tamo com a mão no tanque…. O principal motivo da minha amizade com a Hêlo ter acabado foi o fato de quando fomos conversar pra nos acertar ela veio falar bosta sobre essa história, eu respondi “eu mandei ele fechar o cu dele! Pedi ao desgraçado para ficar na porta do busão que depois eu ia pra lá. E se quer voltar a ser minha amiga nunca mais defenda esse filho da puta na minha frente”. Em seguida ela me bloqueou. Sei que fui grossa, como também me estressei com ela dentro do ônibus (fato pelo qual eu pedi desculpas depois). Mas acredito que ela não tinha nada que vir defender um cara que poderia muito bem se defender sozinho, mas prefere mentir por aí. Da minha parte não se falando mais no assunto estaria tudo bem, mas acho que ela preferiu ficar com as pessoas mais descoladas da rodinha e não a chata da Ana Cranes. É um direito dela…

Essa é a minha versão dos fatos, não sei o que as demais partes (Charles, Sergio e Hêlo) dizem, nem sei se realmente me interesso em saber.

Hoje todos nos encontramos nas baladas e fingimos não nos conhecermos. Talvez seja o melhor a ser feito…

Existe lados da história, mas isso não é uma guerra da minha parte ninguém precisa escolher com quem manter a amizade. Vai fazer seu aniversário numa balada? Não será a primeira nem a última vez que irei cruzar com os demais a gente finge que é desconhecido e fica tudo beleza. Agora se for uma reunião em casa com 10 ou 15 pessoas prefiro que não me chame, mas que me conte, pois odeio saber das coisas vendo fotos no Orkut/facebook.

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Eu procuro ser uma pessoa boa, mas não uma Madre Tereza, mas estou começando a pensar em ir para o outro lado e virar uma pilantra filha da puta.

Quem sabe assim as pessoas me dão mais valor, ou pelo menos vão pensar 2 vezes antes de aprontar comigo ou nem tenham como aprontar, afinal quem deu a oportunidade fui eu, ao dar um voto de confiança as pessoas.

Eu creio que se um dia pirar de vez e deixar de acreditar que existam pessoas boas e que vale a pena lutar apesar de tudo e de todos os fdp’s. Se um dia eu perder essa esperança colocarei em prática o ditado. Se a esperança é a última que morre por que viver?

Geralmente consigo me re-erguer dos tombos da vida por maiores que sejam. Costumo dizer que por ser filha de um grande filha da puta dificilmente alguém vai falar ou fazer comigo algo pior que o que meu pai fez ou falou, a começar por não ter cumprido o papel de pai….

Mas existem algumas pancadas que me desequilibram. Me deixam meio bamba…. Já sofri muita ingratidão nessa vida, nego que morou em casa de graça e saiu sem dar tchau ou obrigado, ‘amiga’ que mesmo estando em casa e indo na balada com meu dinheiro emprestado ficou com meu ex marido, mesmo sabendo que eu ainda gostava dele, outra que além de não me defender numa briga ficou contra mim por conta da outra parte ser mais ‘famosa’ na rodinha….

Mas a pancada que mais doeu foi de uma pessoa que eu amava muito, como se fosse uma irmã. Sabia que o sentimento não era recíproco, mas ao contrário dos casos citados que vieram de pessoas que eu estava conhecendo eu acreditava que essa pessoa dificilmente me magoaria. Afinal eu a conhecia tinha mais de 10 anos.

Eu vi essa pessoa deitada numa cama de hospital, com os médicos sem saber o que ela tinha e enquanto ela se contorcia de dor eu pedi para que Deus mandasse essa dor pra mim. Nossa como fui tola…

E os dias foram passando e eu sempre ao seu lado, fazendo tudo que podia e não podia por ela. Quase não dormia, abdiquei de casa,gatos e maridos. Tudo pra dar conforto pra ela.

Estive com ela nos piores momentos e mesmo quando ela não tinha força sequer para se limpar eu fui lá e fiz isso por ela. Tipo limpar a bunda de uma pessoa não é algo agradável, muito menos memorável, mas eu fiz isso por ela….

Ficar num hospital é tenso. Ela não era uma pessoa fácil. Eu tenho personalidade forte. O resultado foi que acabamos brigando. Mas mesmo assim continuei indo lá até o marido dela poder me substituir.

Quando ele retornou ela ficou mais um mês e meio no hospital. E visitava ela ao menos 2x por semana nesse período. Afinal a briga foi mais pelo stress que por qualquer outra coisa.

E num dia liguei para uma amiga em comum pra saber se ela ia lá no hospital (revezávamos para que ela sempre tivesse companhia) e fui informada que a minha ‘amiga/quase irmã’ tinha tido alta.

O que deveria ter sido uma notícia ótima tinha um peso de ressentimento e dor. Afinal o que eu fiz por ela não merecia ao menos um telefonema? Mesmo que ela estivesse muito cansada, não poderia o marido ou a mãe dela me ligarem? Como vi eles fazendo tantas vezes para tantos parentes que nunca sequer foram visita-la?

Mas não vamos julgar precipitadamente não é. Vamos esperar pra ver o que ela me diz, quem sabe ela não deixou que me ligassem pois ela que queria dar as ótimas boas novas.

Uns 3 dias depois ela me liga e eu disse “já sei”. Não consegui esconder o ressentimento e falei a verdade. Pra ouvir como ‘desculpa’ “ah eu não avisei ninguém ainda”. Oh que bom saber que eu valho tanto quanto qualquer outro. E como sou boa, mas não sou santa soltei minha raiva e disse: “só que ninguém foi lá limpar a sua bunda como eu fui”.

Por mim a amizade e a história teriam acabado nesse telefonema. A amizade acabou, mas a história não.

Como ela sabia estar sem razão saiu dizendo que nos afastamos por eu ter judiado dos filhos dela. Cara que ódio isso! Eu AMO crianças e amava a filha dela como se fosse minha, já que praticamente tinha visto a menina nascer.

E mesmo isso tudo tendo acontecido uns 5 anos atrás e ela ter brigado com outras pessoas até hoje tenho que engolir alfinetadas…

Ela tem a pachorra de retirar as pessoas do Face e do orkut, apenas por serem ‘amigos’ em comum. E agora re-add uma antiga amiga dela que está se tornando uma das minhas melhores amigas. Só não sei com qual objetivo…

Isso porque sábado ela saiu espalhando que minha amiga tinha sofrido um acidente de moto… Daí deu uma desculpa mais que esfarrapada que fulano disse pra ela (e claro que ela saiu espalhando antes de ter certeza). E sabe por que minha amiga aceitou ela no Face? Pra ter menos energias negativas emanadas pra ela.

Ok essa vaca até macumba na porta da minha casa fez. O que chega a ser patético. Afinal além dela estar sem razão eu sou macumbeira, não é qualquer mandinga que me derruba.

Mas sei lá estou pensando seriamente aqui com meus botões. Será que se eu começar a sacanear as pessoas vou ter mais ‘amigos’ por conta do medo?

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